Foco do Brasil

Governo investe alto no esporte e Brasil tem desempenho inédito Andreia Luiza Matias - 09/08/21 17:52

Imagem: Breno Barros/rededoesporte.gov.br

O Bolsa Atleta, programa de patrocínio direto do Governo Federal, está ligado a 90,4% dos pódios do Brasil, nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Das 21 medalhas conquistadas no Japão, 19 têm participação de atletas com apoio do programa que é considerado um dos maiores do mundo de patrocínio individual. Ao todo o Brasil conquistou 6 outros, cinco pratas e oito bronzes com a presença de atletas contemplados pelo programa.

Esse foi o melhor desempenho do país, em número de medalhas conquistadas, em Jogos Olímpicos. Outra marca histórica alcançada foi a conquista de três medalhas de ouro em único dia. A marca foi atingida no sábado (7), com as vitórias no boxe, canoagem e futebol masculino.

O Brasil chegou ao final da competição na 12ª colocação no ranking de países participantes. As medalhas foram conquistadas em 13 modalidades. Na edição anterior dos jogos, no Rio 2016, o Brasil somou 19 medalhas e ficou na 13ª colocação.

Um dos que recebem o incentivo do Governo é Isaquias Queiroz, medalhista de ouro na canoagem de velocidade C1 1000m, que recebe o Bolsa Pódio. Ele resumiu o sentimento de muitos atletas que subiram ao pódio nos Jogos de Tóquio. “Pra mim, tudo que fiz na minha vida hoje valeu a pena”, disse. 

Do grupo dos 302 atletas convocados para os Jogos Olímpicos, 242 fazem parte do programa, pi seja, os beneficiários correspondem a 80% dos convocados. Nos Jogos de Tóquio, o programa só não esteve presente em dois pódios brasileiros, um deles foi o ouro do bicampeonato olímpico do futebol, porque o masculino não integra o Bolsa Atleta. E a prata do skate street de Rayssa Leal já que a jovem tem 13 anos e a idade mínima para fazer parte do programa é 14 anos.

Um levantamento do Ministério da Cidadania aponta que, no ciclo entre os Jogos Rio 2016 e Tóquio 2021, o grupo de medalhistas das modalidades individuais e em dupla, responsável por 19 das 21 medalhas, recebeu R$ 8,3 milhões de forma direta, via Bolsa Atleta. Quando se leva em conta a relação histórica dos esportistas com o programa, desde 2005, o montante investido sobe para R$ 12,7 milhões.

Outra beneficiária do Bolsa Pódio é a ginasta Rebeca Andrade, que fez história ao conquistar as duas primeiras medalhas da história na ginástica artística feminina na competição, uma de ouro e outra de prata.

Luisa Stefani, que fez dupla com Laura Pigosse no tênis, recebe Bolsa Atleta Internacional do Governo Federal. A dupla conquistou uma medalha de bronze.

Mais um atleta beneficiado por programa do governo é Alison dos Santos, que conquistou medalha de bronze na prova dos 400 metros com barreiras do atletismo. Alison recebe o Bolsa Pódio e faz parte do Programa de Alto Rendimento das Forças Armadas, na Marinha do Brasil.

Em 2021, o Ministério da Cidadania garantiu para o Bolsa Atleta um orçamento de R$ 145,2 milhões, o maior desde 2014. O valor é superior, inclusive, ao de 2016, ano dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, que foi de R$ 143 milhões.

O Governo Federal é o maior patrocinador do esporte olímpico e paralímpico no país, com um investimento anual superior a R$ 750 milhões. Nesse valor estão abrigados o tripé que hoje representa a maior fonte de investimento do esporte brasileiro, formado pela Lei das Loterias, Bolsa Atleta e Lei de Incentivo ao Esporte

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