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Governo Bolsonaro tem longa lista de feitos na infraestrutura do país e quer mais Andreia Luiza Matias - 05/07/21 17:35

Imagem: Isac Nóbrega/PR

Apenas no primeiro semestre deste ano, o Governo Bolsonaro investiu mais de R$ 3 bilhões em diversas obras. No período foram entregues 51 obras de infraestrutura como restauração e finalização de rodovias, construção de instalações portuárias e recursos para melhoramentos aeroportuários, no entanto, se o governo conseguir cumprir seus planos tudo o que foi feito até aqui, será apenas o começo. De acordo com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, o objetivo do Governo Federal é chegar a cerca de R$ 250 bilhões em investimentos por meio de concessões na área de transporte até o fim do ano que vem.

Durante entrevista, Tarcísio falou também sobre a desburocratização e digitalização de serviços como o projeto do Documento de Transporte Eletrônico, que permitirá a unificação de cerca de 20 documentos que são exigidos para operações de transporte de carga no país.

Sobre investimentos no país o ministro disse que o Governo tem caminhado muito na direção de atrair o investimento privado. Segundo ele, esta iniciativa é fundamental num cenário de restrição fiscal para atingir o objetivo, que é diminuir o gap de infraestrutura. “Os leilões de abril foram um sucesso. Nós leiloamos 22 aeroportos, uma ferrovia, cinco terminais portuários. Fechamos o mês com uma rodovia e, só no mês de abril, a gente contratou R$ 30 bilhões em novos investimentos. No total, desde o início do Governo do Presidente Bolsonaro, de 2019 para cá, foram 70 ativos leiloados. São mais de R$ 80 bilhões em investimentos contratados. Isso vai gerar, no final das contas, uma quantidade muito grande de empregos diretos, indiretos e empregos pelo efeito renda”, afirmou Tarcísio.

Tarcídio afirmou, ainda que o modelo brasileiro de concessões se mostrou atrativo para aqueles que pretendem investir no país. “Os investidores elogiaram muito a forma como nós dividimos o risco. As nossas modelagens hoje, os modelos brasileiros estão entre os mais sofisticados do mundo e é por isso que a gente conseguiu atrair investidores e a gente superou as expectativas em cada leilão realizado”, disse o ministro.

Perguntado sobre os próximos passos, Tarcisio indicou que ainda tem muito trabalho pela frente e que haverá ainda muitas concessões importantes.

Eu diria que o melhor ainda está por vir, porque os principais ativos serão leiloados a partir deste segundo semestre. Então, nós teremos, por exemplo, o novo leilão da rodovia Presidente Dutra, a ligação do Rio de Janeiro para São Paulo. Vamos gerar ali R$ 15 bilhões em investimentos, com redução de tarifa. A gente vai conseguir diminuir a tarifa para o usuário em 35%. Teremos o leilão da primeira privatização portuária do Brasil, que vai ser do porto do Espírito Santo. O leilão da BR-381/MG, que é algo tão aguardado pelos mineiros, que vai proporcionar a ligação, a duplicação de Belo Horizonte até Governador Valadares. Também da BR-262, Espírito Santo. O leilão da BR-493, Rio, 416, a ligação do Rio de Janeiro para Governador Valadares e o Arco Metropolitano do Rio de Janeiro. O aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN). O maior arrendamento portuário da história, que vão ser os terminais de líquidos do Porto de Santos, na área da Lamoa. E já estamos preparando a privatização do Porto de Santos, as concessões do aeroporto de Congonhas e de Santos Dumont.”

As declarações do ministro indicam que o governo está trabalhando, mas e na vida do cidadão comum, o que muda? Tarcísio deu parecer: “Eu acho que todo brasileiro que se deparou, por exemplo, com um aeroporto concedido, já percebe a diferença. Eu cito, por exemplo, aquele brasileiro de Florianópolis, que andava, pegava o avião num terminal acanhado, improvisado, que hoje tem um aeroporto de altíssimo nível. Na prática, o que a gente está ganhando? Está ganhando em nível de serviço, conforto e qualidade. Para quem usa rodovia, vai ganhar wi-fi, pista duplicada, segurança, diminuição do tempo de viagem. Para o empresário é menos custo e menos custo significa maior capacidade de investir. E para todos os brasileiros é mais emprego. A gente está falando de emprego na veia” garantiu o ministro.

Por falar em emprego, Tarcísio deu um excelente prognóstico para o mercado de trabalho a partir das concessões que estão sendo realizadas.

“Vão trazer novos empregos. A gente está falando de contratar até o final do ano que vem, R$ 250 bilhões em investimentos na área de transportes. Então, é o produtor que vai ter mais dinheiro para investir e aumentar o seu negócio. E aqueles brasileiros que vão estar engatados na construção. Então, isso vai mexer fortemente com a indústria da construção civil, que é uma indústria que gera emprego no curto prazo. Então, a gente está falando da criação de mais um milhão de novos postos de trabalho. E se a gente considerar o efeito renda, os empregos indiretos, vai muito mais do que isso.”

Tarcisio falou de ações do governo que garantiram um crescimento do sertor de portos superior a 4%, em 2020, mesmo com as restrições impostas pela pandemia. Segundo ele, foi preciso “adaptar os portos para dar conta do vigor do agronegócio”. Nesse ponto quem entrou em campo foi a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que de acordo com ele, “fez um trabalho fantástico com o agro”. Ainda sobre os portos, o ministro destacou a tecnologia em favor do país: “os portos, hoje, estão muito mais automatizados que tiveram no passado e esse ganho de eficiência se traduziu nesse aumento de produção no ano passado” disse ele.

Tarcísio de Freitas falou sobre o interesse do governo em estimular a cabotagem, que é o transporte entre os portos. Ele falou sobre o Projeto de Lei (PL) BR no Mar, que tramita no Congresso e inclusive já foi aprovado na Câmara dos Deputados.

“É um projeto que cria um incentivo para a cabotagem. Ele muda o nosso sistema de afretamento de embarcações. Então, a gente tem novas hipóteses para os afretamentos a tempo, para os afretamentos a casco nu. Então, no final das contas, a gente gera novas oportunidades. O afretamento fica mais barato. E o nosso objetivo é aumentar a oferta de embarcações na costa brasileira. Se a gente aumenta a oferta de embarcações e tira determinadas amarras, a gente torna esse transporte mais barato. Porque a cabotagem vai crescer se a gente convencer os operadores de logística a experimentar uma experiência que é multimodal, que vai ter uma perna, por exemplo, rodoviária, e vai ter uma perna marítima, por via da cabotagem.”

Tarcísio falou sobre as 92 obras entregues no ano passado pelo governo, apesar de todas as dificuldades, comentou sobre o Programa Inova BR, que tem como alvo a modernização das rodovias e falou sobre a atenção do governo com os caminhoneiros.

“Lançamos um programa chamado Gigantes do Asfalto. Esse programa tem várias medidas que são extremamente importantes e que eram demandadas nos diversos diálogos que nós fizemos. E uma delas, talvez a principal, o Documento de Transporte Eletrônico. É uma medida de desburocratização, digitalização. A gente vai condensar os documentos de transporte num único, que vai poder ser portado no celular, que vai trazer ali também o histórico do caminhoneiro, nas suas transações. Vai permitir que ele tenha acesso à conta digital, que ele contrate com facilidade o seguro. E mais importante, que ele seja contratado diretamente pelo embarcador. Isso elimina intermediário e vai fazer com que ele tenha uma renda maior.”

Nem só de obras vive o Ministério da Infraestrutra, a pasta comandada por Tarcísio também se sobressai por serviços de digitalização, como é caso da Carteira Nacional de Habilitação digital e do Certificado de Licenciamento digital. Por fim, o ministro falou sobre o que esperar da área de infraestrutura do Brasil.

“O que a gente pode esperar é uma infraestrutura mais moderna, mais eficiente, com uma matriz de transporte mais equilibrada. Observe o que está sendo feito nas ferrovias. A gente deve ter nos próximos 15 anos a participação no modo ferroviário chegando perto dos 40%, ou seja, no nível de país desenvolvido. Tanto que se pedia ferrovia, e realmente a gente está conseguindo dar impulso a esse setor. Crescimento da navegação de cabotagem, da navegação interior, a melhoria da condição das rodovias, por meio das concessões, e uma forte presença do capital privado na infraestrutura. Então, o que a gente pode prever é uma estrutura transformada, muito mais eficiente e um produtor brasileiro muito mais competitivo.”

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