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Bolsonaro fala sobre número superestimado de mortos por Covid-19 Andreia Luiza Matias - 07/06/21 16:22

Imagem: Foco do Brasil

O presidente Jair Bolsonaro começou a semana se reunindo com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada. Nesta segunda-feira (7), Bolsonaro falou sobre diversos assuntos, entre eles Copa América, números superestimados da Covid, passeio de moto em São Paulo, decisão de Barroso em favor de petição do PSOL, vacinação, omissão dos senadores Omar Aziz e Eduardo Braga em relação a problema sério em Manaus, entre outros.

Sobre a Copa América, sem personalizar o presidente falou sobre sua atuação no que tange a competição no Brasil.

“Olha a minha participação na Copa América é abrir o Brasil para que ela fosse realizada aqui. Já tem os quatro estados acertados. Tudo certinho! No tocante a jogador, técnico, eu estou fora dessa, não tenho nada a ver com isso aí.”

Ainda sobre a Copa América, o presidente também reclamou de uma fake news produzida pelo jornal Correio Braziliense.

“O Correio Braziliense teve a desfaçatez de fazer uma matéria dizendo que eu não admito o jogador não aceitar a convocação. Aponte um áudio, um vídeo meu falando sobre isso aí.  Eu não falo com a imprensa. Cada um tem na sua cabeça uma seleção, um técnico, só que a minha eu falo para os meus amigos aqui.”

O presidente voltou a falar sobre o passeio motociclístico, previsto para ocorrer no próximo sábado (12) em São Paulo.

“Vamos estar sábado em São Paulo? Dar um passeio de moto? Só que estão marcando, não sou que estou marcando, estão marcando um percurso de 40 km. É muito pequeno! Tem que sair de São Paulo, ir em Jundiaí e Campinas e voltar”, afirmou o presidente que também disse que depois desse passeio devem ocorrer outros.

Uma visitante disse que esteve presente no dia da tentativa de assassinato de Bolsonaro, à época presidenciável, em 2018, em Juiz de Fora (MG). O presidente aproveitou para lembrar que o criminoso Adélio Bispo, que desferiu a facada contra ele, foi filiado ao PSOL. O presidente também lembrou de uma ação recente do partido junto ao Supremo Tribunal Federal.

“Você vê, o cara é filiado ao PSOL, né, e o ministro Barroso aceitou agora uma petição do PSOL, olha só a que ponto nós chegamos, de modo que quem invadiu terra ou quem está ocupando imóvel desde antes da Covid pode ficar mais seis meses, numa boa, tranquilo. É o fim da propriedade privada. Agora atender ao PSOL… Eu quando votava as coisas no parlamento, eu olhava qual o partido do cara. A partir dali eu começava a formar meu juízo. Se era do PSOL 100% contra. Não interessa qual o projeto.”

O presidente ressaltou a importância da propriedade privada e destacou, ainda, a estratégia usada pelo PSOL para conseguir atingir seus objetivos por outros meios fora do parlamento e voltou a criticar a decisão do ministro da Corte.

“Faz parte da iniciativa privada, do capitalismo, da democracia o quê que é esse regime nosso? Você compra alguns imóveis para te ajudar na aposentadoria mais tarde. Agora o cara ocupa, não paga mais o aluguel e o ministro Barroso acha que está certo. Ele pode continuar no imóvel enquanto durar a pandemia. Como o PSOL não consegue nada dentro da Câmara vai para justiça levando em conta seus simpatizantes lá. Lamentável a decisão do Barroso. Mais uma!”

Questionado sobre a presença da embaixada brasileira em Israel Bolsonaro pediu calma.

“Dá um tempo aí. Durante o meu mandato, falta mais um ano e meio. Olha, eu conversei com muita gente lá, chefes de Estado da região na época e o trabalho que a gente tem feito, vamos fazendo por convencimento. Acredito que não tenha problema não.”

O presidente falou também sobre a situação delicada de Manaus, capital do Amazonas, onde ônibus e viaturas foram incendiados após morte de traficante. O chefe do executivo que tem sido o principal alvo da CPI da Covid no Senado Federal cobrou a iniciativa dos representantes de senadores do estado que fazem parte da CPI, em relação ao ocorrido.

“Eu falei sobre Manaus porque estamos tendo problemas em Manaus. Acabou falecendo lá um chefe do tráfico e o pessoal tá reagindo a isso daí. Eu queria saber onde estão o senador Omar Azziz e Eduardo Braga? Não são lá do Amazonas? Não cuidam do interesse do estado? Estou aguardando o pronunciamento deles. Já que está tudo bem lá, eles estão só preocupados com a CPI.”

Bolsonaro falou sobre números de mortos da Covid, durante o ano de 2020, que teriam sido maximizados.

“Em primeira mão para vocês aqui, não é meu, é do tal do Tribunal de Contas da União (TCU) questionando o número de óbitos no ano passado, por Covid. E ali o relatório final, não é conclusivo, mas em torno de 50% dos óbitos por covid no ano passado, não foram por Covid, segundo o Tribunal de Contas da União. Esse relatório saiu há alguns dias. Logicamente que a imprensa não vai divulgar, então vamos divulgar hoje aqui.”

Segundo presidente muita “gente suspeitava” sobre a relação de número de mortes registradas pela doença e a quantidade real de mortos pela doença. Ele destacou os vídeos que circularam, pelas mídias sociais, de cidadãos denunciando que seus entes queridos teriam morrido de outras doenças, mas foram registrados como Covid. E destacou que o relatório está claro: “Muito bem fundamentado, tá bem claro. Só jornalista não vai entender, o resto, todo mundo vai entender.

O presidente também destacou que a narrativa de sua suposta omissão na compra das vacinas permanece.

“Continuam na narrativa de que eu não comprei vacina no ano passado. A primeira pessoa vacinada foi em dezembro. Me responda (sic)! Qual país comprou vacina e recebeu ano passado? Ninguém. Agora, por que que tem que passar pela Anvisa? Eu não posso ser irresponsável. Comprar uma coisa que está em fase experimental.”

Questionado sobre o voto aditável o presidente disse que é com o parlamento e que ele lá (no parlamento) tem influência em apenas dois votos “o do Eduardo e do Hélio Negão”. Bolsonaro mais uma vez demonstrou satisfação com o trabalho do Presidente da Caixa e do lucro dos Correios.

“O Pedro Guimarães, nosso presidente lá, revolucionou a Caixa Econômica Federal. Até pouco tempo, cada diretoria tinha um dono. Agora, não tem mais não. Até o Correio deu lucro R$ 1,5 bilhão.”

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