Foco do Brasil

Bolsonaro se irrita e fala de caos no sistema energético brasileiro Andreia Luiza Matias - 16/06/21 14:23

Imagem: Foco do Brasil

O presidente Jair Bolsonaro se encontrou, na manhã desta quarta-feira (16), com apoiadores na saída do Palácio do Alvorada, entre os diversos assuntos tratados entre o Bolsonaro e os visitantes esteve a privatização da Eletrobrás. Um visitante questionou sobre a privatização da empresa e Bolsonaro disse que não iria discutir o assunto. O visitante insistiu: “mas você não vai deixar aprovar não, né?”

“Não vou discutir com você não. Tudo que é público, quase tudo que é público é levado para a corrupção. Olha como é que eram as estatais no passado. Como é que eram as estatais? Quase todas. A Caixa Econômica, nós, em dois anos, demos mais lucros do que dez dos governos anteriores. Olha como era a CEAGESP, a Itaipu Binacional, a própria Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, cada diretoria era um partido que mandava. O pessoal que é contra a privatização, tá de brincadeira.”

O visitante insistiu: “mas você acha que a luz vai aumentar?”

Bolsonaro respondeu: “Você sabe o imposto que você paga na sua cidade, de luz? Se você não sabe, então não discuta comigo. Eu sei que você é sindicalista e esse discurso eu não vou aceitar discutir aqui sobre privatização. Se não privatizar, isso acaba. Vamos ter um caos no sistema energético no Brasil porque roubaram tanto, roubaram tanto, porque ninguém fala nisso. A petralhada roubou tanto o Brasil que ela dava prejuízo de 70 bilhões no Brasil, agora tá dando lucro.”

Presidente falou também sobre a próxima motociata, no dia 26 de junho. Desta vez o passeio será entre as cidades de Chapecó a Xanxerê (ambas em Santa Catarina), em um trajeto de cerca de 45 km.

Segundo o presidente sua ida não se deve apenas ao passeio, mas também a uma atividade. O presidente deve desembarcar em Chapecó no dia 25, onde deve visitar as obras da Arena Condá (estádio de futebol localizado no centro da cidade) e participar de uma palestra para empresários.

Durante o encontro com os visitantes do Alvorada, Bolsonaro foi convidado para ir até Barra do Corda (MA) receber uma honraria. Uma outra visitante que se identificou como integrante da Aldeia Mainumy, que também faz parte da região do Barra do Corda (MA), manifestou apoio ao presidente.

“A gente tá lá firme e forte com você! Nós somos indígenas, somos em torno de 122 aldeias e estamos de braços abertos para (sic) lhe apoiar, lá no Barra do Corda, Maranhão”, disse a visitante.

O presidente questionou se eles (indígenas) já estariam plantando. Os visitantes responderam que sim e que foram até Brasília em busca de apoio por que eles “querem trabalhar”.

Após o questionamento de um visitante sobre a possibilidade de melhorar a condição dos motoristas por meio da padronização de velocidade em rodovias, o presidente disse que é complicado fazer esse tipo alteração e destacou medidas implementadas por seu governo para reduzir os controladores de velocidade.

“Eu, por exemplo, acabei com muitos radares. Passou de 8 mil para 2 mil. Você fica mais preocupado em olhar radar, pardal escondido do que a pista”, afirmou o presidente que aproveitou para reiterar seu posicionamento sobre o passaporte sanitário aprovado pelo Senado. Segundo ele “o passaporte não tem cabimento”, “toma a vacina quem quer”.

“Tem que primar pela liberdade. Agora, você quer saber se um país é bom ou não? Quanto mais leis tem o país, pior é aquele país. O que vale é consciência da população”, destacou o presidente que já afirmou em outras ocasiões que se o Congresso aprovar o passaporte ele o vetará.

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