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Bolsonaro fala sobre educação, titulação de terras e combustíveis Andreia Luiza Matias - 25/10/21 11:38

Reprodução

O presidente Bolsonaro disse nesta segunda-feira (25) que ser presidente não é fácil. Em entrevista à Rádio Caçula FM, Bolsonaro destacou que foi contrário ao fechamento das escolas durante a pandemia.

Não é da minha cabeça. Ouvindo médicos falando que a possibilidade de um garoto agravar a situação de saúde dele, contraindo o vírus era próxima de zero. […] Você não vai mudar a educação em quatro, oito, dez anos. Vai mudar em vinte anos.  […] Você vê hoje em dia já alguma mudança na educação. Se eu for numa escola pública e pegar o material escolar que está chegando já é bem diferente do passado.”

O chefe do executivo também falou sobre o projeto de distribuição de absorventes. Segundo ele, não foi possível aprovar a proposta pois não havia indicação de fonte de custeio. A aprovação poderia fazer com que Bolsonaro incorresse em crime de responsabilidade.

Bolsonaro salientou que seu governo entregou mais títulos, de propriedade, em três anos do que outros governos nos últimos vinte anos. “Essas pessoas que tem uma pequena propriedade no campo, poucos hectares, passa a ser dono disso aí. Então o que ele fizer ali fica para seus filhos, netos. Isso é muito bem-vindo e nós tiramos a mão de obra do MST. […] Por que o PT não deu título? Porque pessoal em uma propriedade que era e não era dele. Então ele era obrigado às vezes a subir em um ônibus e participar de uma invasão num terreno vizinho. Isso levava insegurança para o campo.”

O presidente disse que está a mais de três meses com uma ação no Supremo Tribunal Federal para obrigar os governadores a colocarem em real o valor do ICMS cobrado em seus respectivos estados. “Atualmente o ICMS é bitributado. Como ele é cobrado no preço final da bomba, ele incide em cima do próprio imposto federal. ele incide em cima do frete e também em cima da margem de lucro do posto de combustível, onde no meu entender tinha que incidir do valor praticado lá na refinaria. Então esse é o grande desequilíbrio. Quanto mais aumenta o combustível melhor é pra governadores. Eles faturam muito mais. E quem paga a conta? É o governo federal. Eu não tenho problema nenhum receber críticas. Agora eu peço, por favor, criticar com razão.”

Sobre a privatização da Petrobrás, Bolsonaro disse que é um processo complicado e não adianta tirar o monopólio do Estado e colocar na mão de uma empresa particular. O presidente também afirmou que nos últimos anos a empresa era voltada para a corrupção desenfreada.

“Se nós tivéssemos aquelas três refinarias prometidas pelo Lula: duas no Nordeste e uma no Sudeste, se uma só dessas refinarias tivesse sido concluída, nós não teríamos esse problema que estamos tendo hoje grave. Por que se aumenta o preço do combustível? Porque nós importamos aproximadamente 30% do diesel consumidor do Brasil. E se o preço de importação estiver acima do preço, que é vendido aqui, os importadores que são privados não compram combustível lá fora. Eles não vão comprar por lá por R$ 3,00 para vender por R$ 2,50 aqui dentro. Então vem o desabastecimento. E a questão do desabastecimento, uma vez ocorrendo, você não recupera isso de uma hora pra outra. É uma cadeia muito longa, até pela distância que esse combustível tem que percorrer pra chegar aqui no Brasil.”

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