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Bolsonaro fala de TCU e de passeio de moto com expectativa de 100 mil Andreia Luiza Matias - 09/06/21 13:48

Imagem: Foco do Brasil

O presidente Bolsonaro voltou a falar sobre indícios de supernotificação de mortos por covid, nesta quarta-feira (9), na saída do Palácio do Alvorada, o presidente reclamou de ataques de alguns veículos de comunicação e também destacou sua viagem a Anápolis (GO), na manhã desta quarta-feira.

Bolsonaro questionou os visitantes se o assunto do TCU ainda estaria dando polêmica.

“Tá muito polêmico o caso do TCU ainda? A lista, o Acórdão, muita polêmica ainda ou já acalmou isso aí?

Na segunda-feira, o presidente havia dito que divulgaria um relatório que teria sido feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o qual questionava o número de óbitos pela doença no primeiro ano de pandemia. Ainda na segunda-feira o TCU disse, por meio de nota, que não havia relatório. Na terça-feira o presidente pediu desculpas afirmando que havia falado em tabela, no entanto, o nome correto do documento é Acórdão, o qual traria um alerta do tribunal em relação ao critério de distribuição de recursos do Governo Federal para combate a pandemia. Segundo o TCU usar a incidência de casos de covid como parâmetro para envio de verbas poderia incentivar a supernotificação.

“Vale a pena falar aqui. Vou dar uma complementada no que eu falei ontem aí. É importante! O TCU fez dois acórdãos. Não sei por que um foi tirado do ar, mas nós temos aqui, dizendo que o critério mais importante para mandar recursos para estados eram notificações de covid. E o próprio TCU disse que prática poderia não ser a mais salutar porque incentivaria as supernotificações. Então alguns governadores para receber mais dinheiro notificava mais covid, inclusive mortes. Vocês devem ter visto na Internet aí, a quantidade de pessoas revoltadas com o parente que não havia morrido de covid e botaram no atestado de óbito covid. Isso realmente, pelo que tudo indica, é um forte indício de que tivemos supernotificações no Brasil.”

O presidente destacou a comparação do número de mortos no Brasil nos últimos anos em relação à pandemia. Segundo Bolsonaro, o número de mortos desde 2015 vem aumentando ano a ano, porém em 2020 o número de óbitos, sem contar os casos por covid, teria sido menor que anos anteriores. Portanto, segundo Bolsonaro, há indícios de que parte desses óbitos ocorridos, no ano passado, poderiam ter sido registrados por covid para aumentar recursos do Governo Federal aos entes federados.

“Se você pega aquela tabela que foi feita e tira os óbitos por covid em 2020, teria um crescimento negativo em 2020. Então é mais um indicativo forte, uma suspeita fortíssima de supernotificações. Eu entendo que realmente isso tem que ser analisado. No meu entendimento, sim. Tivemos supernotificações no Brasil. Então temos alguns governadores que praticaram isso aí.”

Bolsonaro afirmou que na contramão dessas suspeitas, há pessoas querendo desqualificar suas afirmações para que governadores não sejam incriminados.

“Uma coisa é real, segundo os estudos, são estudos estatísticos, não conclusivos, a supernotificação pode chegar a 45%, quase metade. Se tirar ano passado que foram quase 200 mil mortes por covid, se cair metade disso, nós vamos ver que o Brasil vai ser uma das menores taxas de mortes por milhão de habitantes. É um fato isso aí”, afirmou o presidente que destacou como seriam justificadas as supernotificações pelos governadores.

“Justificavam como? Com lockdowns, com toque de recolher, fechando o comércio, arrebentando com a população do Brasil, levando a morte por outros meios, através de depressão, suicídios, desespero. Pessoas que não procuravam os hospitais, que tinham outras comorbidades, não procuravam com medo de contrair a covid. Isso é uma coisa que tem que, como dizia minha mãe no passado: um carnegão. Tem que apertar esse tumor aí para sair para fora tudo isso. Chegarmos à verdade do que aconteceu. Buscar saber sim, quem colaborou com morte de pessoas em causa própria, por recursos para seu estado.”

Bolsonaro afirmou que não tem medo da verdade e que a verdade vai libertar o Brasil. Presidente também disse que já passou essas informações para a Controladoria Geral da União (CGU) para estudar o caso.

“Para nós buscarmos realmente uma maneira de salvar vidas e não ficar agindo como aquelas pessoas lá, não são todas, da CPI. Ali agora tem gênios da Saúde como Renan Calheiros e Omar Aziz.”

Em seguida o presidente disse que estaria indo para Anápolis para participar de três eventos. Disse ainda que no sábado (12) estará no Colégio Militar de São Paulo, pela manhã, e depois ele segue para o passeio motociclístico. Segundo o presidente são esperadas cerca de 100 mil motos para o passeio, em um percurso de 120 km. Ele fez questão de ressaltar mais uma vez que não está organizando foi apenas convidado. Um visitante falou sobre pontos positivos da economia de Santa Catarina, destacou o bom trabalho da imprensa local, mas reclamou da falta de comprometimento da mídia de maneira geral. Bolsonaro completou: “Vou adaptar aqui, se você não assiste a Globo, você não está informado. Se você assiste você está desinformado”, disse Bolsonaro que frisou o destaque que alguns veículos de comunicação deram a sua fala confundindo tabela e Acórdão.

“Grande parte da mídia virou partido político. Quer impor sua vontade, mas nós vamos chegar a um ponto de inflexão aí.”

Bolsonaro também falou da questão econômica, que segundo ele, tem problemas a ser resolvidos.

Tem inflação em alimentos sim, não vou negar. Estamos agora tentando reduzir o preço do milho. Vai atingir diretamente a galinha, o ovo. Agora, de onde vem isso aí? Da política do lockdown: fique em casa e economia a gente vê depois.”

O presidente disse que se o Agro tivesse parado não teríamos inflação, mas desabastecimento. Ele também elogiou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o ministro do Meio-ambiente, Ricardo Salles e o ministro da Infraestrutura Tarcísio Freitas.

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