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Bolsonaro expõe prejuízos causados por governos do PT em empréstimos bilionários Andreia Luiza Matias - 20/08/21 00:30

Imagem: Reprodução

Durante sua live semanal, nesta quinta-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a luta dos indígenas por liberdade para trabalhar. Bolsonaro também falou sobre os informais que sofreram durante a pandemia por conta da política do ‘fique em casa’. Corrupção na Caixa Econômica Federal (CEF) também foi assunto da live. O presidente estava acompanhado do presidente da CEF, Pedro Guimarães.

Bolsonaro destacou empréstimos bilionários feitos por governos anteriores a outros países e disse que “na semana que vem ou na próxima” ele deve levar o presidente vai entrar no assunto de maneira mais detalhada. Disse ainda que deve levar na próxima semana o presidente do BNDES para discutir o assunto e que a população precisa entender o que aconteceu em gestões anteriores.

“Nós queremos falar sobre obras no exterior. Um documento do BNDES. Total emprestado para obras em outros países entre 98 e 2018. Noventa e oito pega Fernando Henrique Cardoso. A importância é pequena, é quase desprezível. O grosso, realmente, do emprestado para o exterior foi de 2003 a 2016, pega Lula e Dilma. Então o total, Lula e Dilma, é na ordem de 10 bilhões de dólares, vezes R$ 5,00, tá um pouco mais de R$ 5,00 o dólar, dá, aí, 50 e poucos bilhões de reais. Perdas possíveis para o Brasil, no momento, possíveis calotes, no momento: 1,5 bilhão de dólares. O que a gente faz com 1,5 bilhão de dólares? Quase 8 bilhões de reais? É o orçamento anual do Tarcísio.”

Bolsonaro enfatizou que parte do que Tarcísio, ministro da Infraestrutura, faz é com a iniciativa privada, no entanto, o valor poderia dobrar o orçamento atual do ministério comandado por Tarcísio. Também poderia ser destinado ao ministério do Desenvolvimento Regional, comandado por Rogério Marinho.

“Ele com toda a certeza concluiria em poucos meses a transposição do São Franscisco. Deixaria de faltar água no Nordeste. Agora, o governo do PT investiu lá fora e poderia ter levado água para o nordeste e não fez.”

Bolsonaro destacou os principais países beneficiados pelos empréstimos, entre eles Angola que tomou emprestado 3,2 bilhões de dólares; Argentina 2 bilhões de dólares; Venezuela 1,5 bilhão de dólares; República dominicana 1,2 bilhão de dólares; Equador 680 milhões de dólares; Cuba 650 milhões de dólares.

O presidente destacou que o Brasil é avalista desses empréstimos, ou seja, os próprios brasileiros estão pagando a conta. Pedro Guimarães destacou que o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) foi usado para investir nessas obras no exterior. Bolsonaro chamou atenção que a garantia dada por Cuba para o pagamento do empréstimo foi dada em charuto. Uma outra excepcionalidade concedida à ilha foi o prazo para pagamento. A exigência de pagamento em doze anos, do BNDES, foi estendida para 25 anos.

A redução de juros a alguns desses países foi de 90%, destacou o presidente. Segundo Pedro Guimarães, ainda que você receba, o dinheiro emprestado, essa redução de 90% não existe.

Ainda sobre o BNDES, o presidente falou sobre um programa do banco que permitia a compra de ônibus, caminhões, tratores, itens de tecnologia e foi alterado, por meio de uma Medida Provisória, que passou a autorizar também a compra de jatinhos com prazo de 106 meses para pagamento. Segundo o presidente as pessoas que compraram jatinhos no período não cometeram irregularidades, uma vez que a oferta foi feita pelo banco, no entanto, ele frisou que o governo perdeu no período 760 milhões de reais.

O presidente também provocou Pedro Guimarães para falar sobre prejuízos da Caixa Econômica Federal entre 2004 e 2017. Guimarães disse que durante o período em destaque houve uma série de operações na Caixa, no FGTS e no FI-FGTS. Segundo ele, foram 46 bilhões de reais que a CEF perdeu diretamente ou por ter que garantir a rentabilidade do FGTS ou do FI-FGTS.

“Os brasileiros perderam em empréstimos ou em investimentos em empresas que, e como o presidente falou antes, não foram feitos de maneira correta. Isso está no nosso relatório de administração, páginas 3 e 4, mostrando, termo técnico, as ressalvas, ou seja, as pendências no balanço. Por isso nós colocamos as ressalvas com a investigação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.”

Pedro Guimarães disse que não há interferência em sua gestão na CEF. Bolsonaro destacou que a Caixa tem dado lucro, durante a gestão de Pedro Guimarães, diferente de governos anteriores. A redução de juros e renegociação de empréstimos da Caixa às Santas Casas também esteve em pauta.

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