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Bolsonaro explica veto a projeto para pessoas com câncer Andreia Luiza Matias - 27/07/21 13:13

Imagem: Foco do Brasil

Bolsonaro disse nesta terça-feira (27) que vetou um projeto “muito bom” e que está sofrendo críticas pelo veto. Ele afirmou que as pessoas não entendem que quando um parlamentar cria um projeto ele precisa indicar a fonte para que este seja custeado, caso não o faça e o presidente sancione ele incorre em crime de responsabilidade.

O projeto mencionado por Bolsonaro é o PL 6.330/2019, do senador Reguffe (Podemos-DF), e tinha como objetivo facilitar o acesso a remédios orais contra o câncer. Segundo a Agência Senado, mais de 50 mil pacientes poderiam realizar o tratamento em casa, sem necessidade de internação hospitalar, com a aprovação do projeto.

“Eu estou apanhando da imprensa porque vetei, mas o parlamentar não indicou a fonte do custeio. Quem vai pagar a despesa? Igual eu vetei, há um tempo atrás, internet para todo mundo. ‘Ah! Ele vetou!’ A fatura foi em torno de R$ 3 bilhões não previsto no orçamento. É só a gente passar, por exemplo, alguém vota lá um salário mínimo de R$ 10 mil está resolvido o assunto. É assim que faz? Então, tem que apresentar a fonte de custeio, de onde vem o dinheiro. O dinheiro vem de aumentar o imposto ou criar um novo imposto. O cara faz lá, faz demagogia e vem com a fatura para eu pagar aqui.”  

Outro exemplo usado por Bolsonaro para falar de críticas que vem recebendo é o fundão. Ele afirmou que apenas está cumprindo a lei. Por esta razão, não poderá vetar os R$ 5,7 bilhões pois há uma garantia em lei para que haja um valor corrigido de acordo com a inflação dos dois anos anteriores. Com o veto do presidente e alcançando apenas o permitido por lei, o fundão deve chegar a quase R$ 4 bilhões. Caso o presidente não respeite a previsão em lei, incorre em crime de responsabilidade previsto no artigo 85 da Constituição e pode sofrer impeachment.

“Já estão me criticando, de vez em quando dá vontade de falar: vocês merecem os presidentes que tiveram anteriormente, merecem!”

 O presidente disse que a inflação atingiu o mundo todo, por causa da pandemia. No entanto, as críticas são feitas como se os aumentos só ocorressem no Brasil. Ele usou como exemplo o gás de cozinha que custa R$ 45,00 reais onde é engarrafado, não tem imposto federal e chega ao consumidor por até R$ 110,00.

“Cobra do governador, não cobra de mim.”  

Sobre a gasolina, ele disse que chega a R$ 6,00 na bomba para o consumidor, enquanto o preço do litro na refinaria é R$ 1,85.

Ele falou que ouve críticas para buscar melhora e disse que erra também, mas que não é justo “apanhar o tempo todo, sem motivo, por parte da mídia e por parte de algumas autoridades. De acordo com Bolsonaro essas pessoas querem a volta da impunidade e da corrupção.

O chefe do executivo voltou a falar sobre o caso da Covaxin e disse que é acusado de corrupção sem ter pagado pelo produto. Bolsonaro voltou a defender o voto auditável e criticar aqueles que querem impedir a medida. Ele também lembrou a importância do próximo eleito para a presidência que deve indicar dois ministros para o Supremo Tribunal Federal, no primeiro semestre de 2023.

“Olha o que está em jogo, pessoal! Olha o que acontece em outros países da América do Sul. O que está acontecendo quando a esquerda volta ao poder. Voltou na Argentina agora. Em 0219, eu falei o que ia acontecer. Os argentinos já estão fugindo para o Brasil. Os brasileiros vão fugir para onde?”

Bolsonaro relembrou os escândalos de corrupção em governos do PT e as obras financiadas em ditaduras com o dinheiro do pagador de impostos brasileiro. O presidente também comentou sobre os lockdowns promovidos por governadores e prefeitos e suas consequências.

“Quase 40 milhões de pessoas trabalhavam de manhã para comer de noite. Tiraram isso dos caras. Uma covardia o que fizeram em nome da proteção da vida deles. Que proteção de vida? A fome também mata.”

O presidente disse que nenhum dos integrantes da CPI que o atacam pode andar no meio do povo, ele pode. “Fui acusado agora pela CPI de motoqueiro. A anta amazônica me acusa de ser um motoqueiro”, disse ele ironizando Omar Aziz, presidente da CPI. Ele voltou a dizer que a CPI não quer investigar os desvios de recursos federais enviados a estados e municípios para combate à pandemia.

No final do encontro com os apoiadores na saída do Alvorada Bolsonaro afirmou que “os bons teriam que ter a mesma audácia dos maus.”

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