Foco do Brasil

Bolsonaro diz que há interesse externo em inviabilizar o agro Andreia Luiza Matias - 26/08/21 17:18

Imagem: Foco do Brasil

Nesta quinta-feira (26) o presidente Jair Bolsonaro falou sobre o Marco Temporal. Pelo entendimento, que uma terra indígena só poderia ser demarcada se for comprovado que os índios estavam sobre a terra requerida na data da promulgação da Constituição, ou seja, no dia 5 de outubro de 1988. Quem estivesse fora da área nesta data ou chegasse depois deste dia, não teria direito a pedir sua demarcação.

“A Constituição de 88 definiu que as terras indígenas teriam que ser demarcadas até 5 anos depois daquela data e reconheceu que o índio que estava naquele local, naquela data como terra dele. E o Supremo depois pacificou isso aí. Só que agora os ministros Fachin e Rosa Weber resolveram trazer esse assunto à tona novamente. Vamos supor, se mudar o entendimento passado, de imediato, nós vamos ter que demarcar por força judicial uma outra área equivalente à região Sudeste como terra indígena, acabou o agronegócio.”

O presidente afirmou que hoje as terras indígenas ocupam 14% do território nacional e que essa porcentagem será dobrada em caso de novas demarcações. Ele também disse que essas discussões vêm de fora do Brasil para inviabilizar o agronegócio do país.

“Alguns países europeus batem na gente nas questões ambientais, pergunta lá se eles sabem o que é mata ciliar. Não tem mata ciliar lá. Eles poderiam dar exemplo pra gente, quando falam em reflorestar o Brasil. Reflorestem os seus países! Aqui nós temos mais de 60% preservado. Lá eles não têm 10. Agora, muita gente embarca nesse discurso que eu estou tocando fogo na Amazônia, que eu estou desmatando. Você pega a região Amazônica é maior do que a Europa Ocidental. Fogo infelizmente todo ano pega, mas parte disso, parte, é o agricultor, o caboclo, o ribeirinho, os próprios índios.”

Bolsonaro disse que o homem do campo em seu governo está mais tranquilo porque não dorme com medo de ter sua terra demarcada para grupos indígenas, quilombolas, sem-terra. Ele falou ainda sobre o armamento civil no país durante seu governo.

“A imprensa de novo fez uma matéria essa semana que tem dobrado ano a ano o número de armas no Brasil. Eu quero é que quintuplique. Quanto mais armado estiver o povo, melhor para todo mundo, porque enquanto a bandidagem estava armada com fuzil automático lá no Rio de Janeiro, estado que tem bastante isso aí, a imprensa não falava nada, era legal, era bacana. Quantas .50 foram achadas por lá? Não falava nada, agora, quando um cidadão de bem tá comprando uma arma o pessoal critica.”

O presidente destacou ainda as titularizações de terra que tem sido concedidas em seu governo que confere a pessoa que está em determinada terra o status de dono e não simplesmente a posse, a qual pode ser tomada pelo Estado. Com título o dono da terra tem responsabilidade e o poder de decisão sobre seu terreno. Ele afirmou, ainda, que em dois anos seu governo deu mais títulos do que 20 anos de governos anteriores.

Bolsonaro também falou sobre as dificuldades de se gerar emprego no Brasil devido às barreiras impostas pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e ironizou aqueles que o criticam por questionar essas dificuldades.

“Todo mês chegam milhares de norte-americanos aqui para trabalhar com estabilidade de emprego. Sabiam disso?”, questionou Bolsonaro que ouviu um “não” dos apoiadores e em seguida devolveu “nem eu.”

Bolsonaro elogiou o secretário da Pesca, Jorge Seif, e afirmou que se soubesse tudo o que era a Pesca e quem era o Jorge Seif não teria acabado com o status de ministério da Pesca.

“Estamos em conversa com o governo do Paraguai para que o lago de Itaipu possa criar tilápia. Vai aumentar em 40% a produção de peixe no Brasil”.

Segundo Bolsonaro, em outros governos tudo o que era decidido no ministério da Pesca era negociado em troca de apoio com o Parlamento.

Um outro assunto destacado por Bolsonaro foi a decisão que passou no Senado e está sendo avaliada na Câmara sobre venda de terras para estrangeiros.

“O pessoal de outros países pode comprar até 25% do equivalente ao seu município. O que vocês acham disso? É uma boa? Qual país vai comprar 25% do Brasil? Não vai ser 25 porque estão excluídas as faixas de fronteira e reservas, mas 15% do Brasil, aproximadamente, pode ser vendido para alguns países aí.”

O presidente falou ainda sobre Lula e os índios que são usados pela esquerda. Bolsonaro disse que eles “são uns coitados” que não sabem o que está acontecendo.

“Você está contra o quê? Contra o governo, o governo quer acabar com a gente. Daí eles falam o nome do sapo barbudo: o sapo barbudo ajudou a gente. Ajudou em quê? Ajudou.”

Bolsonaro destacou também as obras realizadas pelo ministério da Infraestrutura e disse que o ministro Tarcísio deve participar da live desta quinta-feira para falar de assuntos técnicos de seu ministério.

Sobre 2022 ele disse que não está decidido.

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