Foco do Brasil

Bolsonaro comenta a situação de Cuba e diz que não quer brigar com ninguém Andreia Luiza Matias - 12/07/21 14:46

Imagem: Foco do Brasil

O presidente Jair Bolsonaro começou a semana conversando com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, na manhã desta segunda-feira (12). Bolsonaro disse que para aguentar as pressões do dia a dia ele faz uma espécie de ritual.

“Primeiro eu vejo um quadro do Paulinho Gogó ou do Matheus Ceará; depois eu ouço uma pregação do padre Alex Nogueira, mais ou menos oito minutos e por último eu dobro o joelho; penso como eu quero que o Brasil seja, o mundo seja, os problemas e peço a Jesus que leve a Deus esse meu desejo e rezo um Pai Nosso. O Pai Nosso inclusive lá no final diz: perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem o ofendido. Se a gente aprender a perdoar, eu sei que esquecer a gente não consegue, já é um grande caminho.”

Bolsonaro comentou sobre as manifestações em Cuba, contra o governo comunista. Bolsonaro disse que muita gente duvida que o Brasil pode ter problemas como Cuba e Venezuela. Ele lembrou que o povo cubano foi às ruas pedir alimento e ironizou “como é bom o socialismo, hein! Lá não falta área para plantar fumo porque a elite política vive disso”. Outra reivindicação dos cubanos, lembrada por Bolsonaro, foi eletricidade: “o petróleo que ia da Venezuela para lá, de graça, está caindo bastante, então, a fonte de energia lá, em grande parte é essa que vem de combustíveis fósseis.” O presidente deu destaque a uma outra fonte de protestos dos cubanos: a liberdade. “Sabe o que eles tiveram ontem? Borrachada, pancada e prisão.”

Lembrou das narrativas usadas por seus adversários para desgastar seu governo entre elas a o suposto caso de corrupção na compra da vacina que não foi comprada, do escândalo do leite condensado, o gabinete paralelo, a cloroquina e a Copa América. “As narrativas deles não se sustentam. Eu não quero brigar com ninguém. Nós todos queremos eleições limpas e transparentes, porque se não for assim não é eleição. Isso é fraude. Agora, vamos fazer de tudo para que nós tenhamos eleições limpas e transparentes para o bem do Brasil, porque se não for assim, é sinal de que já está escolhido quem vai nos comandar e as pessoas que chegam na fraude não têm compromisso com vocês. Não sou o Jairzinho paz e amor.”, disse.

Bolsonaro também ironizou o instituto Datafolha que, em sua última pesquisa, apontou Lula com 58% de intenções de votos. “O Datafolha acho que recebeu pouca grana dessa vez, disse que o no segundo turno o Lula tem 60%. Então, tem que botar mais um dinheirinho no Datafolha para passar para 70, 80 (%). Quem sabe, né, a gente confia no Datafolha e nem vai votar, já está eleito mesmo. O Datafolha disse em 2018 que eu perderia para todo mundo, até para o cabo Daciolo. Com todo respeito ao cabo Daciolo, conversei poucas vezes com ele.”

O presidente comentou sobre seu próximo passeio motociclístico que deve ser em Manaus. “Nós vamos inaugurar uma obra, fazer reunião com setores da sociedade e depois já que estamos lá, a gente aproveita o convite e faz o passeio.” Outro lugar que deve realizar a motociata com Bolsonaro é Presidente Prudente (SP), onde será inaugurado o Hospital do Câncer, Florianópolis (SC) também está na lista dos passeios motociclísticos.

Bolsonaro destacou o poder de reação do brasileiro, apesar da crise. Segundo ele, nesse primeiro semestre o país criou mais de um milhão de empregos. “Vocês criaram. O governo não cria empregos. O governo cria condições para vocês criarem emprego ou não atrapalha vocês. A indústria está tendo sinais excepcionais, falam em crescimento de até 5% esse ano.”

Mais uma vez, Bolsonaro falou sobre o preço alto dos combustíveis e disse que o governo está trabalhando para conseguir amenizar o valor para o consumidor. Uma visitante falou sobre a manifestação pró-armas que ocorreu em Brasília, na última sexta-feira (9), e o presidente disse que há mais três portarias do exército para “cumprir mais a legislação e que facilita, no final das contas a aquisição de arma. Povo armado jamais será escravizado!”, afirmou Bolsonaro.

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