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Bolsonaro assume presidência do Mercosul e diz que Brasil tem pressa Andreia Luiza Matias - 08/07/21 16:08

Imagem: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro assumiu nesta quinta-feira (8) a presidência pro tempore do Mercosul. Durante o encontro, que foi realizado de forma virtual, Bolsonaro disse que o Brasil atuará pela abertura e integração do bloco “nas cadeias regionais e internacionais”, de forma a manter os “valores originais do bloco”. 

A 58ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, marca o encerramento da presidência de turno da Argentina e o início da presidência do Brasil. Nesse período se celebram os 30 anos do bloco, para o qual o Brasil exportou cerca de US$ 12,4 bilhões em 2020. No mesmo período, o Brasil importou US$ 11,9 bilhões dos países que integram o grupo. O país detém um superávit de cerca de US$ 420 milhões com o bloco.

Bolsonaro cumprimentou o presidente da Argentina que deixou o cargo, brincou sobre resultados no futebol e falou da importância da união entre os países para o sucesso de todos.

“Prezado Fernandez, o Brasil só irá bem se a nossa querida Argentina, nosso querido Uruguai, o nosso Paraguai do meu irmão paraquedista Marito e demais países que nos circundam também estiverem bem. Os nossos países tem um potencial fantástico. Obviamente o do Brasil é maior pela sua extensão territorial. E a nossa união, o nosso entendimento, o nosso amor à democracia, o nosso amor à liberdade fará cada um de nós uma grande nação.”

Ainda durante o encontro, Bolsonaro disse que o Brasil não vai parar nos esforços para modernizar sua economia e sociedade. “Queremos que nossos sócios de integração sejam nossos companheiros nessa caminhada para a prosperidade comum. É por isso que, em nossa presidência de turno que se inicia hoje, continuaremos a trabalhar pelos valores originais do bloco, associados à abertura e à busca da maior e melhor integração de nossas economias nas cadeias regionais e internacionais de valor”.

O presidente disse que o bloco não pode continuar sendo visto como sinônimo de ineficiência, desperdício de oportunidades e restrições comerciais. “O semestre que se encerrou deixou de corresponder às expectativas e necessidades de modernização do Mercosul. Devíamos ter apresentado resultados concretos nos dois temas que mais mobilizam nossos esforços recentes: a revisão da tarifa externa comum e a adoção de flexibilidades para as negociações de acordos comerciais com parceiros externos. O Brasil tem pressa”, disse ele.

Bolsonaro defendeu mais entregas à população, conquistas de novos mercados e eliminação de entraves na busca por mais empreendimentos, empregos e produtos mais baratos.

“Queremos, e conseguiremos, uma economia mais arejada e integrada ao mundo, empresas mais competitivas, trabalhadores mais produtivos e consumidores mais satisfeitos. Não podemos patinar na consecução desses objetivos”.

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