Foco do Brasil

“A crítica é válida quando tem fundamento”, diz Bolsonaro Andreia Luiza Matias - 26/07/21 15:41

Imagem: Foco do Brasil

Bolsonaro iniciou esta segunda-feira (26) afirmando que sua live desta semana, na próxima quinta-feira (29), provavelmente será no Ministério da Justiça e que durante a transmissão serão expostos dados, fotografias e outros elementos, que foram fornecidos pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com o presidente, o TSE ainda precisa entregar alguns documentos, mas com o que o governo tem é possível questionar resultado de eleições anteriores.

O presidente também destacou o interesse do presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, em não aprovar o voto auditável e disse que na maneira como o ministro está se comportando “tem algo esquisito”. Para Bolsonaro está claro o interesse daqueles contrários à aprovação da medida. “Você não consegue entender por que os caras são contra uma maneira de você terminar as eleições e ninguém reclamar. Tá na cara que eles querem fraudar”, disse o presidente.

Sobre o fundão, Bolsonaro disse que vai vetar o excedente, ou seja, o valor acima do que a lei garante, uma vez que se ele veta tudo ele incorre em crime de responsabilidade. Segundo ele, por lei o fundo garantido é de quase R$ 4 bi, então ele vetará os R$ 2 bi acima desta exigência. Ele também reclamou de críticas da própria base, que segundo ele, muitas vezes são feitas sem fundamento.

 “Se eu vetar o que está na lei, eu estou em curso em crime de responsabilidade, espero não apanhar do pessoal aí, como sempre. Porque se o pessoal começar a bater muito, vamos escolher no segundo turno Lula ou Ciro. A crítica é válida quando tem fundamento. É igual a história do leite condensado, parte da direita bateu tanto em mim, que eu falei: pô! Será que eu estou consumindo tanto leite condensado assim?”

Bolsonaro comparou seus ministros aos de governos anteriores e questionou se as pessoas se lembram de ex-ministros anteriores a seu governo. Ele também destacou a situação dos países vizinhos, governados pela esquerda. O chefe do executivo falou sobre a situação de argentinos que estão fugindo da crise, para o Brasil.

Bolsonaro destacou as Medidas Provisórias do irmão de Renam Calheiros, Renildo Calheiros, Omar Aziz e Randofe Rodrigues que queriam liberar a compra de vacinas sem certificação da Anvisa e sem licitação, por governadores e prefeitos. Ele também relembrou que a CPI não investiga desvios em estados e municípios e questionou a Comissão por não convocar Carlos Gabas, ex-secretário Executivo do Consórcio Nordeste, que gastou quase R$ 50 milhões em respiradores que nunca foram entregues à população. Mais uma vez, o presidente afirmou que há supernotificação dos casos de covid no Brasil.

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