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Bolsonaro fala de problema que exigiria dele uma decisão drástica Andreia Luiza Matias - 31/07/21 15:11

Imagem: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro esteve neste sábado (31) em Presidente Prudente (SP), onde visitou o Hospital Regional do Câncer. A visita marca o credenciamento do hospital para atendimento oncológico ao SUS, com a medida, a instituição passa a se chamar Hospital Esperança.

Credenciado ao SUS, como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacom), o hospital passa a oferecer serviço de hematologia, oncologia pediátrica e radioterapia. Com isso o Ministério da Saúde fará o repasse de R$ 7,8 milhões anualmente de forma direta ao hospital. Antes do credenciamento, os recursos chegavam via Santa Casa.

O presidente Jair Bolsonaro disse, durante o evento, que no avião, ao partir de Brasília falou com parlamentares presentes a respeito de quatro problemas enfrentados pelo país no momento atual:

“Falei da questão da pandemia, falei da crise hidrológica que faz com que a nossa maior fonte de energia que são as nossas hidroelétricas sejam prejudicadas. Falei também das geadas, que têm queimado uma parte considerável do produto do homem do campo e falei também de mais um assunto, que não vou revelar aqui. As testemunhas são eles. Porque ia depender de uma decisão bastante drástica de minha parte e todos eles sabem que eu decido. Jamais ficarei indeciso, porque essa é a pior decisão. Nos acompanha também um cristão fervoroso, o bispo JB. Pedi que ele fizesse uma oração. O avião estava taxiando, na eminência de decolar, quando ele terminou sua oração pedindo por todos nós. Acreditem! Quando posamos em Presidente recebi uma mensagem, no meu zap, de um ministro meu de Brasília, que aqueles quatro problemas tinham acabado de ser resolvidos. Apenas me desculpem, não vou reverberar qual é. Testemunhas são os parlamentares que estavam no avião.”

Segundo Bolsonaro, “Deus não dá uma cruz maior que do que a gente possa carregar” disse também que “não é fácil ser presidente da República” pois os interesses “de fora são enormes e que de fora nem todos pensam nos interesses de sua Pátria”. O presidente elogiou seus ministros e os parlamentares que o acompanhava.

O presidente falou também sobre a iniciativa em relação ao Hospital Esperança.

“Isso que foi feito não é virtude, é obrigação nossa. Como isso era negociado no passado? Como as questões na Saúde eram tratadas? Sempre digo ao Queiroga ‘pode ser que apareça algum problema no ministério dele’, afinal de contas o orçamento diário dele são de R$ 550 milhões. Não é fácil você coordenar, fiscalizar e executar esses recursos, mas repito: se aparecer algum problema eu e Queiroga seremos os primeiros a colaborar com as investigações e chegar na responsabilização dos possíveis culpados. Completamos dois anos e meio sem qualquer denúncia de corrupção. O que eu mais quero, mais tenho feito, é jogar dentro das quatro linhas da Constituição e a alma da democracia é o voto de cada um de vocês. E vocês têm que ter a certeza de que aqueles em quem vocês votaram, o voto foi exatamente para aquela pessoa. Não abrimos mão de eleições democráticas, limpas e confiáveis o ano que vem. Tudo se aperfeiçoa, tudo tem que ser modernizado. Apenas esse sistema continua praticamente idêntico daquele existente no seu nascedouro nos anos 90. Não consigo entender porque alguns usando o poder da força querem impedir que nós tenhamos realmente uma contagem pública de votos e uma votação auditável.”

Durante a cerimônia o diretor do hospital, Felício Sylla, cumprimentou Bolsonaro como “digno representante e presidente da República”. Sylla agradeceu o empenho do presidente Jair Bolsonaro e destacou a longa e ineficaz burocracia enfrentada antes da atuação de Bolsonaro.

“Foram longos anos na busca do credenciamento. Tivemos que atender exigências de uma burocracia pesada, de uma burocracia atrasada que torna o nosso Estado muito lento, muito pesado. Até que o senhor com uma simples canetada e com a efetiva participação do ministro Queiroga resolveu a questão prontamente. E o senhor, presidente, fazendo isso não fez nada de ilegal. Não praticou nenhum ato antiadministrativo, simplesmente o senhor deu eficácia à máquina administrativa.”

Já o ministro da Saúde Marcelo Queiroga destacou as duas frentes em que o Governo Bolsonaro atuou para proteger o povo brasileiro, durante o que ele chamou de “maior emergência de Saúde Pública Internacional”.

“O Governo Federal, desde os princípios, seguindo as orientações do presidente Bolsonaro decidiu conciliar o binômio: saúde e economia. ‘Nós precisamos enfrentar os problemas sanitários do país, mas precisamos preservar a capacidade de cada um ganhar o pão com o suor do seu trabalho’, enfim, o direito ao trabalho é também um direito incluído no rol dos Direitos Humanos. É por isso que o Brasil, em 2021, ele vai crescer 5%, no mínimo, incluindo-se entre as nações que têm o melhor resultado econômico no enfrentamento à pandemia e na recuperação da condição econômica do seu povo”, afirmou Queiroga.

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